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18 de julho de 2012


A partícula de Deus



Quem disse que o espaço era a fronteira final não conhecia a capacidade do ser humano de ir mais além, que o homem tenta entender e explicar tudo, e que por isso não podemos especificar nossos limites.

Cientistas podem ter descoberto a “partícula de Deus”

A notícia recebeu grande destaque no Times de Londres do último dia 2, foi publicada com grandes títulos na imprensa norte-americana, inclusive no New York Times, e mereceu a primeira página no Los Angeles Times. Não é para menos: se os fatos forem confirmados oficialmente, estará sendo aberto um mundo totalmente novo para a física, abrindo horizontes jamais imaginados, nem mesmo depois da Teoria da Relatividade.
A notícia foi dada inicialmente pelo Times londrino, que a publicou na quinta-feira, 2, com o título: “A Semana Passada Mudou Tudo”. Durante mais de 20 anos, os cientistas de todo o mundo estiveram procurando por uma partícula invisível que determina as propriedades básicas da matéria.
Conhecida como bóson de Higgs, acredita-se que ela seja uma parte vibratória do vácuo invisível que permeia todo o Universo.
Físicos do famoso Centro de Estudos e Pesquisas Nucleares (Cern) de Genebra, Suíça, anunciaram há poucos dias terem localizado os primeiros sinais de existência do bóson de Higgs. As evidências, segundo eles, ainda não são conclusivas, entretanto, a descoberta é considerada crítica para a física – não só por encerrar um capítulo da ciência, mas também por abrir uma porta para uma realidade completamente desconhecida pela Humanidade.

Há um mundo totalmente novo lá fora

“O bóson de Higgs não é apenas uma partícula”, disse o físico John March-Russell, do Cern. “Sua descoberta indica que existe um mundo totalmente novo lá fora”. Assim que os físicos conseguirem entender como ele atua no universo, eles serão capazes de responder a uma pergunta fundamental para a qual os antigos pensadores jamais ousaram tentar encontrar uma resposta: por que a matéria tem massa?
A descoberta de Genebra deve ser confirmada como uma das maiores conquistas da ciência em todos os tempos. O vácuo estrutura tudo o que existe no Cosmos e mantém a matéria sob sua influência. E o bóson Higgs -visto hoje mais como um campo que como uma partícula – é parte fundamental desse imenso “nada”.
Ele é como a água para os peixes, um ingrediente fundamental para o Universo. Tão fundamental que alguns físicos o chamam de “Partícula de Deus”.
Indícios desse bóson foram detectados, segundo a equipe de cientistas do Cern, no interior do acelerador de partículas de 30 quilômetros conhecido por LEP, durante um processo de colisão de partículas a altas velocidades. No começo de outubro, algumas trilhas, sugerindo a possível presença do bóson, deixaram excitados os físicos do Cern. Mas elas apareciam e desapareciam. No início do mês, entretanto, as evidências acumuladas foram suficientes para convencer os físicos.
Ainda há muitos céticos na comunidade científica, em relação à anunciada descoberta. Entretanto, se realmente o bóson de Higgs tiver sido descoberto, seu estudo poderá mostrar que o Universo é um lugar totalmente diferente do que se pensava até agora.

Blocos do universo

Bósons são apenas um tipo entre as quase inimagináveis pequenas partículas atômicas que, de acordo com a Física Teórica, são os blocos primordiais do Universo. Geralmente descritos como uma espécie de substância gelatinosa, os bósons de Higgs alteram as propriedades da matéria que viaja através deles. O que implica na existência da massa. Até pouco tempo atrás, a massa era considerada uma propriedade tão básica da matéria que os cientistas sequer ousavam perguntar de onde ela vinha – existia, e pronto.
A influência invisível dos bósons afetam o modo como as coisas se movem. Na verdade, dizem os físicos, a própria observação de que as coisas têm massa confirma que os bósons de Higgs existem. O problema, existente pelo menos até agora, era detectar sua presença em aceleradores de partículas e estudar suas propriedades. Para esse estudo, será necessário esperar a construção do acelerador maior e mais aprimorado, o LHD (Large Hadron Collider). Só com ele será possível observar melhor as “partículas de Deus” e vislumbrar, como dizem os físicos, “coisas incríveis num universo jamais imaginado”. Para quem já esperou tantos séculos, não custa esperar mais uns poucos anos.

Finalmente, a Partícula de Deus Foi Descoberta?

O bóson de Higgs ganhou este pomposo nome, “partícula de Deus”, no início dos anos 1990, após um físico, Leon Lederman (Nobel de 1988) lançar seu livro intitulado The God Particle (a partícula de Deus, em inglês), com a finalidade de explicar a teoria sobre o bóson Higgs para o público não especializado em ciência.
A nova partícula tem características “consistentes” com o bóson de Higgs, mas os físicos ainda não afirmam com certeza absoluta de que se trata realmente da “partícula de Deus”. Portanto, haverá mais pesquisas de coleta para novas evidências de que a partícula se comporta com as características esperadas.
As conclusões foram baseadas em dados obtidos no Grande Colisor de Hádrons (LHC, em inglês), acelerador de partículas construído pelo Cern ao longo de 27 quilômetros debaixo da terra, na fronteira entre a França e a Suíça.
Considerada a mais poderosa do mundo, foi construída especificamente para estudos de física de partículas, e a descoberta desta quarta é a mais importante que já foi feita lá até o momento.

Fonte: http://www.gnosisonline.org/ciencia-gnostica/a-particula-de-deus/

15 de junho de 2012


O Mistério dos Labirintos


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Por Editor VOPUS   
El Misterio de los Laberintos-Teseo luchando con el Minotauro
Ao longo da pré-história e da história, o ser humano construiu moradias para abrigar-se e conviver, construiu monumentos e esculturas para representar seus grandes ideais, erigiu grandes templos e grandes centros megalíticos para exaltar as Divindades.
Mas ninguém deixa de assombrar-se quando estuda as construções dos labirintos (construção arquitetônica sem aparente finalidade, de complicada estrutura e na qual, uma vez em seu interior, é impossível ou muito difícil encontrar a saída).
Construções que aparentemente só servem para adornar, mas que em contrapartida assombram por sua beleza e seus mistérios, como por exemplo: o Labirinto Egípcio do Lago Moeris, o Labirinto de Cnosos em Creta, o Labirinto da Ilha de Lemnos, o Labirinto da tumba de Pórsena, o Labirinto da Ilha do Sol…
Labirintos onde ninguém deixa de observá-los e com grande surpresa perguntando-se:
  • Qual é o objetivo desta construção? Por que tantos esforços para construir algo que aparentemente só serve para adornar?
  • O que querem indicar?
  • El labrys: El Misterio de los Laberintos
    A primeira etimologia da palavra “labirinto”, do Egípcio “lapi ro hunt”, significa “templo à entrada do lago" e faz referência a um imponente labirinto situado no sul do Cairo, próximo ao Lago Moeris que atualmente leva o nome de Birqkat Qarun (O estanque de Coré). Este lago encontra-se a oeste do Rio Nilo e a 80 quilômetros ao sul da cidade do Cairo.
    Diz-se deste labirinto que era a maior proeza dos egípcios ao invés das pirâmides. É obra do Faraó Amenenhat III da XI Dinastia. O historiador grego Heródoto que o viu no século V a.C. diz dele:
    “Se fossem reunidas em uma única envoltura todas as fortificações e construções da Grécia, tal conjunto pareceria ter custado menos trabalho e gastos que o labirinto”.
    Desta palavra egípcia deriva a palavra grega “labyrinthus” e mais tarde o termo latino “Labyrinthus”.
    A segunda etimologia provém da língua minoica onde Labrys significa “lâmina dupla” e está presente em muitos santuários de Creta e relacionado com o par de cornos do Touro.
    Dentro del laberinto: El Misterio de los Laberintos
    O Labrys tem relação, no Palácio de Cnosos, com o duplo machado que aparecia em muitas partes desse palácio, cuja planta e estrutura eram labirínticas. O duplo machado é o símbolo da potência masculina e feminina e representa a união dos contrários ou a síntese dos opostos.
    A terceira origem etimológica alude a Isidoro de Sevilla que, na Idade Média, onde apareceram labirintos nas catedrais, o deriva de “labor” (trabalho) e “Intus” (interior ou lugar fechado). Portanto, se o labirinto era uma prisão, representava o “trabalho para sair” e se tinha que entrar, representava a “proteção para um tesouro”.
    Fulcanelli diz-nos a respeito do labirinto:
    A imagem do labirinto é apresentada como um símbolo do trabalho na Grande Obra, com suas duas maiores dificuldades:
    1. A do caminho que há que seguir para chegar ao centro onde se trava o duro combate entre as duas naturezas
    2. A do caminho de saída com o fio de Ariadne para não se extraviar nos Meandros da Obra e ver-se incapaz de sair.
    Outro autor, Mircea Eliade diz do labirinto:
    O labirinto pode ser concebido como o nó que deve ser desatado, empresa mítica levada a cabo por Teseu ou Alexandre (quando desatou o nó Gordiano). O fim último no ser humano parece ser o de liberar-se dos ligamentos, por isso há uma relação entre o fio dos labirintos e os laços ou ligamentos.
    El laberinto de la Catedral de Chartres: El Misterio de los Laberintos
    São muitas as expressões do labirinto nas culturas antigas, onde nos ensinam o mistério transcendental que sempre preocupou o ser humano: Como resolver o mistério da vida e da morte?
    A filosofia neoplatônica representa no labirinto o estado de perdição, a perda do Espírito na Criação ou na Queda e a consequente necessidade de encontrar o “Centro” para retornar a ele, ao Espírito.
    Cada bifurcação do labirinto representa nesse sentido as opções na vida, uma para o centro (Espiritual) e outra para o exterior (para a criação, o exterior, os sentidos).
    Também representa o condicionamento da consciência humana que se acha presa em um espaço pequeno e limitado e não é capaz de ver o que está fora do labirinto. É necessário, portanto, aprender a ver a vida de fora, sem identificar-nos com ela.
    Existe também uma associação muito interessante com outro símbolo, o “Centro”.
    O regresso ao centro é um símbolo do Paraíso reconquistado, é atingir e restabelecer a perfeição original da que se desfrutava antes da Queda, onde Deuses, homens e bestas falavam o mesmo idioma. Mas o caminho ao centro está cheio de obstáculos e duras provas.
    Ariadna: El Misterio de los Laberintos
    No mundo oriental isto está assumido na Mandala, que combina os símbolos do centro, da cruz e o círculo. Neste caso, no centro, em vez de haver um tesouro, pode haver um lótus, uma figura de Budha, uma chama ou algo dedicado à concentração. Esse centro da Mandala associa-se com o Centro Interior ou Budha Interior.
    Na cultura grega nos ensina a mitologia do Minotauro (símbolo da natureza animal do homem que deve ser derrotada) e Teseu (o herói solar, como princípio crístico ou espiritual) no labirinto de Creta.
    A saída de Teseu do labirinto após vencer o Minotauro servindo-se do fio de Ariadne, simboliza seu renascimento, sua evasão da morte e imortalidade. Por este motivo o labirinto tem uma associação com a morte e este é o motivo pelo qual tem sido encontrado em tumbas.
    Existem danças rituais de coreografia labiríntica na Suécia e Inglaterra onde se faziam danças em labirintos feitos no pasto e relacionados com o renascimento.
    Na época medieval aparecem novos labirintos nas catedrais com uma diferença a respeito dos labirintos clássicos, e é a de que nos góticos há um único caminho desde a entrada até a saída. Este labirinto associa-se com o duro caminho até Deus, desde o nascimento (a saída) até chegar a Ele (o Centro) e está associado à ideia de salvação.
    Teseo y el Minotauro: El Misterio de los Laberintos
    É sabido que alguns peregrinos não podiam fazer as grandes peregrinações à terra santa, portanto, faziam um percurso pelo labirinto da catedral, de joelhos.
    Em muitas catedrais o labirinto se dispõe depois da entrada no templo (lugar onde está a pia batismal) e antes do acesso ao altar (onde desce a influência espiritual). Tudo isto é altamente significativo:
    Todo ser humano tem que resolver o labirinto de sua própria existência se quiser descobrir os Arcanos da criação e escalar até as mais altas partes do Espírito.

    20 de setembro de 2011

    O Caminho do Sábio


    O mais grave na vida é esquecer de si mesmo. Assim, é necessário transformar as impressões e isto só é possível interpondo o Ser entre as diversas vibrações do mundo exterior e a mente. Quando se interpõe entre as impressões e a mente isso que se chama a Consciência, é óbvio que as impressões se transformam em Forças e Poderes de Ordem Superior.
    É muito fácil interpor a Consciência entre as impressões e a mente. Para receber as impressões com a Consciência e não com a mente, só se necessita não esquecer de si mesmo num instante dado. (...) Devemos estar concentrados no Ser, para que seja o Ser, a Consciência Superlativa do Ser, a que receba as impressões e as digira corretamente. Assim se evitam as horripilantes reações que todos, uns e outros, têm ante os impactos procedentes do mundo exterior. Assim se transformam completamente as impressões e transformadas, nos desenvolvem maravilhosamente.
    Porque se alguém esquece de seu próprio Ser Interior na presença de um insultador, termina insultando; se alguém esquece de si mesmo, de seu próprio Ser, na presença de uma taça de vinho, termina bêbado; se alguém esquece de si mesmo, de seu próprio Ser na presença de uma pessoa do sexo oposto, termina fornicando.
    Quando alguém aprende a viver em estado de Alerta Percepção, de Alerta Novidade; quando alguém recorda de si mesmo de instante em instante, (...); quando alguém jamais esquece de si mesmo, indubitavelmente vai se tornando consciente.
    Em tempos de rigorosa tentação, abatimento e desolação, alguém deve apelar à íntima recordação de si mesmo.
    No fundo da cada um de nos está a Tonantzin asteca, a Stella Maris, a Ísis egípcia, Deusa Mãe, nos aguardando para sanar nosso dolorido coração.
    Quando alguém dá o choque da «Recordação de Si», se produz realmente uma mudança milagrosa em todo o trabalho do corpo, de modo que as células recebam um alimento diferente.
    V.M. Samael Aun Weor

    7 de agosto de 2011

    Parábola: O monge e o escorpião




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    Um Monge e seus discípulos iam por uma estrada e ao passarem por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O Monge correu pela margem do rio, entrou na água e pegou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou Devido à dor, o Monge deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, apanhou um ramo de árvore, correu, entrou no rio, pegou o escorpião e o salvou. Voltou o Monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados. Mestre deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão! O Monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:

    "Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha".

    A natureza de um é picar e do outro é salvar! Não podemos mudar a ordem natural das coisas. Façamos o bem não importa a quem!

    (Outra versão deste conto descreve uma raposa que concorda em carregar um escorpião em suas costas através de um rio, sob a condição que o escorpião não o pique. Mas o escorpião ainda assim pica a raposa quando ambos estavam no meio da correnteza. Enquanto a raposa afundava, levando o escorpião consigo, ela lamentosamente perguntou ao escorpião por que tinha condenado a ambos à morte ao picá-la. “Porque é minha natureza.” A mesma estória é encontrada na tradição indígena americana. No Brasil, a raposa é substituída por um sapo.)

     Autor Desconhecido

    4 de agosto de 2011

    Nasa anuncia existência de água líquida na superfície de Marte

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    A Nasa (agência espacial americana) confirmou, nesta quinta-feira, ter fortes evidências da existência de água líquida na superfície de Marte. Os dados foram coletados pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) durante os meses mais quentes do planeta vermelho. "[A descoberta] reafirma Marte como um importante destino para a exploração humana no futuro", comentou o administrador da Nasa, Charles Bolden.

    A água líquida, que seria salgada, aparece em encostas voltadas para o hemisfério sul de Marte --a existência de água congelada próximo à superfície, em diversas regiões do planeta, já havia sido anunciada antes. De cor enegrecida, a substância foi vista durante a primavera e o verão. No inverno, tornou-se menos visível. E voltou a surgir na primavera seguinte.

    "As linhas escuras são diferentes de outros tipos de recursos [encontrados] nas encostas marcianas", disse o cientista Richard Zurek, do projeto JPL (Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa, sigla em inglês), em Pasadena, Califórnia. "Repetidas observações mostram que [elas] se estendem cada vez mais para baixo com o tempo, durante o aquecimento da temporada."

    Segundo Alfred McEwen, da Universidade do Arizona e principal autor de um estudo sobre o assunto publicado nesta quinta-feira na revista "Science", o fluxo não é negro por estar úmido, mas por outras razões ainda desconhecidas.

    Alguns aspectos das observações feitas pela sonda intrigam os cientistas, mas o fato de a água ser salgada reforçaria a hipótese de o solo marciano conter o líquido.
    Nas estações mais quentes, a temperatura local subiria acima do ponto de congelamento e a água escorreria sob uma fina camada de poeira, encosta abaixo.

    Depósitos salinos na superfície marciana eram abundantes no passado, e estudos recentes sugerem que eles ainda se formariam de modo mais limitado em algumas áreas.



    Univ. of Arizona/JPL-Caltech/Nasa
    Imagem feita em 3-D mostra provável água em estado líquido escorrendo de uma encosta do planeta vermelho
    Imagem feita em 3-D mostra provável água em estado líquido escorrendo de uma encosta do planeta vermelho

     http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/954564-nasa-anuncia-existencia-de-agua-liquida-na-superficie-de-marte.shtml

    25 de julho de 2011

    O Mistério da "Reencarnação"

    Por Fausto Salvadori


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    Erlendur Haraldsson adora conversar com crianças. Tanto que o psicólogo islandês de 78 anos já encarou mais de 9 viagens ao Sri Lanka e outras 6 até o Líbano só para ouvir as histórias que os pequenos do outro lado do mundo poderiam lhe contar. Nada de brincadeiras ou travessuras, o que há de comum nos relatos dessas vozes infantis é uma narrativa direta: como elas morreram.
    Carbonizadas, vítimas de homicídio, afogadas: boa parte das crianças ouvidas por Haraldsson é capaz de narrar, detalhe a detalhe, histórias de mortes violentas que teriam sofrido em outras encarnações. É o caso de Purnima Ekanayake, garota que o pesquisador conheceu quando tinha 9 anos, na década de 90, em Bakamuna, um vilarejo do Sri Lanka. Aos 3 anos ela começou a contar aos pais sobre uma outra existência que teria vivido antes de nascer. Um dia, ao ver a mãe aborrecida por conta de um acidente de carro, comentou: "Não ligue para isso, mamãe. Eu vim para você depois de um acidente. Tinha um monte de ferro no meu corpo".
    A menina começou a contar histórias detalhadas sobre uma vida anterior, na qual teria sido um homem, funcionário de uma fábrica de incenso. Relatou a localização da fábrica, o nome da antiga mãe, deu detalhes sobre o número de irmãos, as marcas de incenso que eram produzidas, os carros da família, a escola... Seguindo as indicações, seus pais chegaram à família de Jinadasa Perera, fabricante de incensos que morrera atropelado por um ônibus dois anos antes de Purnima nascer.
    "Este é Wijisiri, meu cunhado", foi o que a menina, sem nunca tê-lo visto antes, disse ao entrar na antiga indústria de incenso, a 230 km da sua casa, segundo testemunhas entrevistadas por Haraldsson. A menina ainda olhou para as embalagens e perguntou: "Vocês mudaram a cor?". A cor das embalagens havia sido alterada logo após a morte de Jinadasa. Ao analisar as informações dadas por Purnima antes desse encontro, Haraldsson concluiu que os relatos se encaixavam no perfil do morto. E foi além. Vasculhando os registros da necropsia de Jinadasa, apurou que o atropelamento havia ferido o fabricante de incenso no lado esquerdo do abdome — mesmo local onde o corpo da menina Purnima exibia manchas brancas de nascença.
    Três décadas de reencarnação
    Longe de ser exceção, histórias como a de Purnima são uma constante na vida do islandês. O Ph.D. em psicologia e professor emérito da Universidade da Islândia passou as últimas três décadas colecionando histórias de crianças sobre vidas passadas. Foram exatas 94 investigações sobre essas narrativas no Líbano e no Sri Lanka, países onde os relatos são mais numerosos, provavelmente por conta da religião — o budismo, no Sri Lanka, e, no caso do Líbano, o drusismo, uma religião de influência islâmica que acredita na reencarnação.
    Haraldsson identificou um padrão nessas narrativas. Na maioria dos casos, elas aparecem entre 2 e 5 anos e são comuns os relatos de morte violenta. Algumas das crianças pedem para conhecer os familiares da suposta outra vida. Outras, vão além. "Vocês não são meus pais de verdade" foi o que Dilukshi Nissanka passou a dizer desde que tinha 3 anos, para a tristeza de sua família, em Veyangoda, no Sri Lanka. A menina insistia em rever sua "outra mãe", dizendo que seu nome verdadeiro era Shiromi e que havia se afogado num rio. Depois que a história foi publicada num jornal local (casos de reencarnação fazem tanto sucesso na imprensa popular do Sri Lanka como as mulheres-fruta nos nossos tablóides), os pais da garota foram contatados por uma família de outra cidade: eles contaram que, anos antes, a família havia perdido uma filha chamada Shiromi, afogada em um rio. Examinando declarações da garota antes do encontro entre as famílias, Haraldsson constatou que Dilukshi acertara várias informações sobre a família de Shiromi, como a região em que viviam, o número de filhos e a paisagem local.
    Coincidência?

    Histórias assim impressionam, mas será que não podem ser explicadas apenas como coincidência? Foi a pergunta que Galileu fez para Haraldsson quando o caçador de reencarnados esteve no Brasil, em setembro, participando do I Simpósio Internacional Explorando as Fronteiras da Relação Mente-Cérebro. "Pode ser coincidência, sim", diz o pesquisador. Para logo em seguida acrescentar pausadamente, em tom didático de professor universitário: "Mas há alguns casos em que isso é altamente improvável".
    Apesar de apontar evidências que considera fortes, Haraldsson evita especular sobre se a reencarnação existe ou não em seus estudos. Prefere apresentar os fatos e deixar as interpretações para quem lê. "Sou um pesquisador empírico", afirma. "Você pode encontrar uma grande correlação entre o que uma criança conta e a vida de alguém que morreu. Isto é um fato. O que significa já é outra questão."
    Haraldsson chegou a testar a hipótese de que os relatos poderiam ser explicados por questões como necessidade de chamar atenção ou transtornos mentais. Mas isso, de acordo com o psicanalista, não é o tipo de coisa que Freud explica. O islandês aplicou testes psicológicos em dois grupos de 30 crianças libanesas, um dos quais dizia se lembrar de outras vidas. O estudo não encontrou diferenças significativas, exceto em um ponto: as crianças que relatavam vida anterior tinham sintomas de estresse pós-traumático. Isso pode ser explicado pelo fato de que 80% delas contavam ter passado por mortes violentas. Real ou imaginário, um acidente mortal ou um homicídio são lembranças difíceis para a mente de uma criança.
    Método
    Mesmo lidando com fenômenos estranhos, o islandês busca seguir a metodologia científica. Seu método dá preferência a fontes que ouviram em primeira mão as declarações espontâneas das crianças, como pais, avós, irmãos e amigos. Para garantir a precisão e flagrar contradições, as testemunhas são entrevistadas mais de uma vez, separadas umas das outras. Entrevistas com a própria criança são feitas depois, para evitar que o pequeno diga o que o entrevistado quer ouvir. Feito isso, o psicólogo assume papel de detetive. Com a ajuda de colaboradores locais, como jornalistas e religiosos, busca identificar pessoas mortas com histórias que se encaixem no que as crianças contaram. Na última fase, procura os registros da necrópsia do morto (se houver) e analisa se há correspondência entre possíveis ferimentos e eventuais marcas de nascença. Aplicar esse método significa chegar a informações consistentes em pouquíssimos casos. Na maioria das vezes, não é possível levantar correlação significativa entre os relatos e o que de fato ocorreu. A maior parte do trabalho de investigação de 30 anos do pesquisador acaba mesmo sendo descartada. "No Sri Lanka, apenas 10% dos casos apresentam evidências fortes; no Líbano, entre 20% e 30%." O aparente rigor e seus quase 100 artigos publicados não impedem, contudo, que o tema de pesquisa de Haraldsson seja visto como marginal. Se duvidar, é só perguntar a ele como a comunidade científica tradicional reage a seus estudos. A resposta é simples e serena: "Não há reação. Eles apenas não lêem". 


    Fonte:
    Revista Galileu
    Um outro caso intrigante está relatado no livro "A volta". Um piloto da 2ª guerra, abatido em pleno vôo, volta como um garoto que lembra de tudo o que aconteceu, dando nome do navio, nome anterior (que é o mesmo do atual) e de amigos de combate, sem falar de detalhes técnicos de aviões que seriam virtualmente impossíveis pra uma criança de 4 anos saber (ou assimilar). Assista o vídeo aqui:

    11 de julho de 2011

    Marte está habitado

    Por Editor VOPUS


       
    Alfred WebreEntrevista com Alfred L. Webre, diretor do Instituto para a Cooperação no Espaço (ICIS)
    Tenho 67 anos. Nasci em uma base naval da Flórida durante a Segunda Guerra Mundial. Vivo em Vancouver. Sou Doutor em Direito, juiz do Tribunal de Kuala Lumpur sobre Crimes de Guerra. Casado, tenho um filho e duas enteadas. Vivemos em um universo de origem inteligente
    Existem provas de que há civilizações éticas mais avançadas que a nossa, que participam no processo do nosso desenvolvimento.

    Dê-me provas. 

    Declarações de funcionários do governo dos Estados Unidos que testemunharam haver participado de programas secretos de relações com certas civilizações extraterrestres.

    Isso significa que já houve contato com extraterrestres? 

    Sim, desde os anos cinquenta o governo dos Estados Unidos, segundo estas testemunhas, tem estado trabalhando secretamente com eles.



    Andrew Basiago, filho de um oficial da CIA, foi alistado aos sete anos em um programa secreto para meninos superdotados aos quais treinavam para serem embaixadores diante de raças extraterrestres.

    Alfred Webre- Marte está habitadoAlgum contato? 

    Teve um encontro com três astronautas do planeta Marte. Em janeiro de 2009, Virgínia Olds, funcionária da CIA, confirmou que a CIA sabe que há uma civilização humanoide que vive sob a superfície de Marte.



    Cremos que no ano 9500 a.C. fragmentos da supernova Vela entraram no Sistema Solar e destroçaram a ecologia de Marte. Os marcianos, uns 1.500 anos mais avançados que nós, ética e tecnologicamente, se refugiaram debaixo da terra.

    ... 

    Em dezembro de 2008 publicamos um informe que inclui fotografias tiradas pelo robô da NASA "Rover Spirit” nas que se identificam certa espécie de humanoides, animais e estruturas na superfície de Marte. Você pode vê-lo em Exopolitics.com.

    Há três astronautas que afirmam haver visto vida extraterrestre. 

    Sim, Buzz Aldrin, que viajou no Apollo XI, disse que quando chegaram à Lua em 1969 havia duas grandes naves extraterrestres ao redor da grande cratera. Sua versão foi verificada por altos cargos da NASA.

    Estou atônita. 

    O doutor Steven Greer, diretor do Disclosure Project, recolheu mais de 500 depoimentos militares, governamentais e de inteligência de alta classe que são testemunhas da presença extraterrestre e que se fizeram públicos em maio de 2009 no Clube Nacional de Imprensa de Washington.

    México, Chile, Brasil e Peru tornaram públicos seus arquivos sobre ovnis. 

    Recentemente França, Suécia, Dinamarca e Reino Unido trouxeram à tona 7.200 processos de ovnis recopilados por D155, unidade secreta do Ministério de Defesa.

    Por que não divulgar a vida em Marte?Por questões políticas. Vamos interpor uma ação fundamentando-nos nas leis de liberdade de informação para que a NASA reconheça a vida inteligente em Marte.

    E por que eles mesmos, os marcianos, não se apresentam na sociedade? 

    O nosso planeta é de ordem inferior, que supomos estar sob uma quarentena imposta pelo governo do universo.

    E essa quarentena termina agora... 

    Cremos que as civilizações éticas extraterrestres usaram o fenômeno ovni para irmos acostumando com sua existência, e entre 2010 e 2020 poderemos começar a ter relações abertas com essas civilizações.

    E o primeiro contato será com os marcianos? 

    Sim, porque há muitas vantagens mútuas. Eles podem nos dar tecnologias e conhecimentos e nós temos um planeta verde precioso ao qual poderão emigrar.

    Como funciona o universo? 

    Há muitas dimensões e universos paralelos ao nosso. Algumas civilizações extraterrestres vêm de outra dimensão, outro universo paralelo, por isso os ovnis podem aparecer e desaparecer.

    Como são essas civilizações mais evoluídas? 

    Parece que vivemos num universo organizado e as civilizações mais éticas conseguiram dominar a dimensão tempo e são elas as que provavelmente desenvolvem nossa realidade.

    ... Então o tornam inevitável. 

    Segundo algumas teorias estamos evoluindo de forma acelerada para abandonar a economia de guerra permanente e ir para uma economia sustentável. A consciência humana se desenvolve para entrar na idade universal e para relacionar-se abertamente com essas outras civilizações.

    ... Poderiam nos dar uma mãozinha. 

    Existe uma diretriz primária: não interferir na evolução de uma civilização em outro planeta. Mas em muito pouco tempo o homem vai aprender a usar a teletransportação quântica e a tirar energia do espaço. Estamos numa era de transição na que devemos decidir se vamos à destruição ou à evolução.

    Seu trabalho consiste em estudar o grande governo do universo? 

    A Exopolítica é uma ciência social que estuda as relações entre nossa civilização humana e outras civilizações inteligentes no universo. Um dos nossos primeiros passos para a diplomacia universal será através da civilização marciana.

    Entendo. 

    Pessoalmente trabalho com o doutor Norman Miranda, chefe de gabinete do presidente da Assembléia Geral da ONU, para que a ONU represente a Terra perante a civilização de Marte.
    É provável que esta entrevista cause em vocês tanta perplexidade como causou em mim, mas considerem as credenciais dos que participaram na Cúpula Européia de Exopolítica 2009 - astronautas da NASA e da Agência Espacial Russa que afirmam que houve contato com civilizações extraterrestres - e do seu organizador, Webre, autor de Exopolítica (editorial Vesica Piscis), advogado geral da Agência de Proteção Meio-ambiental de Nova York e assessor da Fundação Ford, ex-professor de economia em Yale e na Universidade do Texas, delegado na convenção democrata do Texas de 1996 (Clinton-Gore). Fala de uma realidade marciana. Se for verdade: ocorrerá o mesmo em escala galáctica?
    Editado por: La Vanguardia.